DEEPANKAR BASU
BASU, Deepankar et al. World Profit Rates, 1960–2019. Review of Political Economy, p. 1-16, 2022.
JUAN PABLO MATEO TOMÉ
DEEPANKAR BASU
BASU, Deepankar et al. World Profit Rates, 1960–2019. Review of Political Economy, p. 1-16, 2022.
JUAN PABLO MATEO TOMÉ
1. Introdução
2. Metodologia
2.1 A especificação do trabalho produtivo e improdutivo
2.2 Cálculo do valor
2.3 Advertências
3. A História Empírica: Tentativa 1.
[2022]
Marcos Henrique Piovesan:
Tenho 1 hora por dia pra estudar o livro, será que em 1 ano eu consigo terminar a coleção?? [Coleção Fundamentos de Matemática Elementar]
Canal Grundrisse - Felipe Borti:
É possível, mas vai depender bastante da sua facilidade para absolver o conteúdo e do seu foco. Além disso, é necessário treinar resolvendo questões. Se tiver uma disciplina muito boa e facilidade em absorver o conteúdo você vai conseguir sim.
Para melhorar o seu desempenho, recomendo acompanhar as aulas do canal e ir fazendo a leitura paralelamente. Além de acompanhar também a resolução de questões que fazemos aqui para entender o passo a passo.
E aí, como anda os estudos?
Marcos Henrique Piovesan:
Completei os 2 primeiros volumes, na vdd estou terminando o 2 ainda.. é uma coleção muito rica em detalhes.
Tem uns exercícios que você fica uns dias pensando a respeito até resolver kkk, mas estou prezando por uma leitura minuciosa para aproveitar a obra.
[2022]
Mago Poligonal:
Eu lembro de na adolescência estar muito animado de estudar esse livro e me decepcionar logo nos primeiros exercícios; hoje que tenho mais tempo quero aproveitar pra revisar os conhecimentos. O livro em si está correto e pode ser uma base confiável? (Digo em consideração aos exercícios estarem errados na minha edição: 6a edição)
Felipe Borti (FB):
O professor Elon Lages Lima do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) coordenou um projeto, juntamente com o professor Morgado, em que eles fizeram uma análise de todos os livros didáticos de matemática elementar. O resultado desta análise foi publicado e a coleção Fundamentos de Matemática Elementar ficou entre as melhores classificadas (e na minha opinião é a melhor coleção).
[2023]
MrDavi2751:
Mas você está fazendo EXATAMENTE o que ele falou no vídeo.
1. Posta vídeos no YouTube sobre o tema (economia) para gerar autoridade e as pessoas te conhecerem.
2. Na descrição vende um curso pra quem quer aprender mais com vc.
Você está fazendo oq ele disse. E aí, eu te pergunto:
Seu conteúdo é substancial? Sem profundidade? Você vende "Nada"?
Felipe Borti (FB):
Quem vende os cursos sou eu (Felipe Borti), não o professor Luiz. O canal é formado por várias pessoas. Além disso, não alimentamos ilusões mentindo para as pessoas, até pq o conteúdo dos nossos cursos são técnicos (matemática econômica, econometria, contabilidade social, macroeconomia, etc.). Falsa simetria.
MrDavi2751:
Foi mal Felipe, Conheci o canal hoje, não sabia que o canal não era do Luiz. Erro total meu, perdão.
1. Qual "ilusão" vocês não alimentam? Mentir em que sentido?
No sentido de que não dá pra ficar milionário vendendo curso honestamente
OU
No sentido de que os cursos online são 'sempre' sem substância, vagos etc?
2. Não é falsa simetria, porque no vídeo o Jimo Rico fala EXATAMENTE de alguém Técnico. No vídeo o rapaz terminou o doutorado em Engenharia Química era professor universitário.
É curioso e de certa forma hipócrita fazer essa crítica do vídeo sendo que você está utilizando desta estratégia proposta no vídeo.
Você não só sabe que a venda de cursos é legítima e funciona como método de enriquecimento (dependendo da escala, obviamente) como você:
- Colocou um vídeo de terceiros como topo de funil
- Colocou link para seus cursos técnicos logo abaixo.
Vc fez o que o Jimo falou no vídeo, só que nesse vídeo em específico o conteúdo é de terceiros.
Pelo que vi por cima a 'persona' de vocês é quem inicia nos estudos de Economia.
Eu estudo marketing, vendas e qualidade de produto. Quero trazer algumas sugestões para vocês venderem mais:
- Coloquem todos os cursos numa plataforma de pagamento mensal (onde o aluno paga R$ 50,00 por mês para acessar todos os cursos).
É muito mais prazeroso pagar uma única vez e ir pesquisando qual curso preciso estudar. Além disso, isso fomenta que eu "fuce" nos outros cursos e assista todos.
Pense você, já imaginou se vc tivesse que passar o cartão pra CADA série ou filme da netflix que vc quisesse assistir? Um saco, né?!
Além disso poderiam fazer um módulo: "Como passar pela faculdade sem complicações."
Onde vocês ensinam como uma universidade funciona, como são feitas as provas
E principalmente: vocês instruem seus alunos em uma rota de aprendizagem dos assuntos que eles têm mais dificuldades, por exemplo, algum curso da graduação que seja muito difícil, vocês podem alertar o aluno falando "Comecem pelo curso X, porque ele é o mais complexo e um dos que mais reprovam alunos de Economia"
Façam rastreio de CADA compra. As pessoas compram seus cursos ao encontrar na barra de pesquisa da Udemy, ou elas compram a partir de outras fontes? (Youtube por ex)
Isso é importante pra saber qual fonte de tráfego está gerando mais venda.
O valor mensal pode ser aumentado, mas no começo o ideal é que seja baixo para ganhar mercado e as pessoas te conhecerem, vcs coletarem mais depoimentos.
No início vocês precisam validar o produto: os alunos aprendem MESMO ou é um curso ruim pra cumprir tabela?
SIM, aprendem: então podem escalar
NÃO, não aprendem: então faça uma pesquisa de satisfação perguntando o quê precisa ser melhorado.
Sugestão de qualidade de produto: Tragam DINAMISMO para as aulas. Slide é coisa do passado e as pessoas já tem ojeriza a isso, pq sabem que é monótono.
Se quiserem usar slides, usem uma facecam também onde vocês falam olhando pra câmera. Isso prende a atenção de quem está estudando.
Usem imagens se puderem. Façam desenhos se puderem.
Qual é o objetivo do curso? Ajudar os alunos a aprenderem ou fazer um curso só por ter?
EU, DAVI, Sou super partidário de usar bastante ferramentas para facilitar a compreensão. Bastante exemplos, etc.
Eu entendo que Economia é complexo, mas isso não quer dizer que não possa ser ensinado de maneira mais didática.
- Troquem a página do blogspot para uma Landing Page persuasiva, demonstrando depoimentos dos seus alunos (os que já compraram na Udemy)
Falando quem são os professores, colocando os certificados e tempo de experiência dos professores.
Coloque que terão lives e convidados da área.
Bibliografia comentada. ("Os artigos dos maiores economistas do mundo em português e comentado)
Deem 15 dias de garantia.
Coloquem nessa página que vcs têm uma rota de aprendizado onde fala pro aluno o que deve ser estudado primeiro, PERSONALIZADO pra CADA aluno.
Criem uma COMUNIDADE no face e no Wpp (pode ser telegram tbm) onde os alunos debatem, conversam, trocam ideias.
Façam lives semanais debatendo temas, tirando dúvidas dos alunos.
Crie um ambiente de acolhimento
- Como Headline da LP daria pra usar "Economia é complexo, mas o seu estudo não precisa ser." (usaria esta pra começar e depois melhoraria baseado nos depoimentos)
Para que vocês consigam vender mais, a transformação que vcs trazem tem que estar explícita, na CARA da pessoa.
Por que eu, que estudo economia (exemplo) deveria estudar pelo curso de vocês?
(afinal, eu já faço um curso de economia na faculdade, porque deveria fazer outro pela internet?!)
Resposta: Porque você vai aprender mais rápido e de maneira mais leve e descomplicada, sem perder profundidade técnica - e ainda vai dar umas risadas no processo (pode usar caso vocês forem bem humorados).
- Aí começaria a anunciar para alunos de Economia do Brasil.
Copy (texto persuasivo) de um Anúncio no youtube e instagram: "X de cada Y alunos de economia reprovam/não concluem o curso (pegue dados REAIS) sabe por que isso acontece? Porque na universidade não existe um rigor didático em passar assuntos e conteúdos complexos de maneira a ser mais facilmente compreendida. Também não tem professores auxiliando cada aluno individualmente para quem compreendam o conteúdo em sua totalidade.
Pensando nisso montamos um curso onde descomplicamos a economia ajudando a você a ir do Simples ao complexo, passo a passo. Com aulas teóricas, aulas 'práticas' (resolvendo exercícios), e acompanhamento semanal com professores, no 1x1. Onde a SUA Dúvida É respondida.
Não acredita? Clique aqui e assista a uma de nossas aulas, gratuitamente e confira você mesmo."
Coloquem um CTA (call to action) no fim das suas aulas aqui do YouTube!!
"Gostou da aula? Essa é uma aula retirada do nosso curso de Economia para estudantes de universidade. Nesse curso a gente x, y, z etc. Clique no link da descrição e assista a uma aula experimental."
Mostre a plataforma por dentro, os cursos, os depoimentos, os RESULTADOS, etc.
E AGORA vcs colocam o link na descrição.
Só de colocar um CTA mostrando o curso por dentro já vai aumentar as vendas a partir do YouTube.
Pensem assim:
- "Por quê, eu, estudante de Economia deveria fazer o curso de vocês?"
(Ahh, porque o nosso curso vc vai... lá vc tem X Y Z. E nós garantimos J K L.)
- "Entendi, e porque vocês não falam isso nos vídeos ou na descrição?!"
Comecem oferecendo a plataforma de cursos de Economia para Estudantes para cada um dos alunos de vcs da Udemy.
Vcs vão trazer eles para um grupo, dizendo que vai ter um lançamento de uma plataforma nova com todos os cursos liberados.
Se 250 alunos seus da Udemy entrarem na plataforma, já é um faturamento mensal de R$ 12.500
Com esse dinheiro vocês investem em anúncios.
E com 1.000 alunos já haveria um faturamento de R$ 50.000 mensal (com descontos, digamos que fique 25k mensal)
Aí, agora, o processo é de escalar.
"Davi, não conseguimos garantir toda essa qualidade para tantos alunos"
Então cobra mais caro, tipo R$ 100,00 mensal. Para ter todo esse acompanhamento.
Tudo pode e DEVE ser ajustado conforme a necessidade de vocês e objetivo.
Acabei de ler na Udemy "Baseado nisso, busco contribuir com a produção e divulgação de uma material de qualidade à preços acessíveis ou gratuitos"
Então, após ler isso, o que sugiro é:
- Entenda: se você puder sobreviver com o rendimento da plataforma, vc poderá produzir cada vez mais vídeos e cursos e ajudar cada vez mais estudantes.
- Então estipule um valor mínimo mensal que você conseguiria viver bem, confortável, dentro das suas necessidades.
- Abaixe o preço da plataforma que sugeri, para uns R$ 30,00 mensal.
- Implemente uma promoção de indicação. Quem indicar amigos da faculdade ganha desconto 25% para cada indicação, cumulativo por mês.
Ou seja, o aluno que trouxer 4 amigos pra plataforma, ganha 1 mês grátis.
E esse desconto vc pode dar para os dois.
"Você e seu amigo da faculdade vão ganhar X% de desconto"
Felipe Borti (FB):
Não é "conteúdo de terceiros", Luiz faz parte do canal também, assim como outros acadêmicos, cerca de 8 no total. E na boa, vc acha mesmo que alguém aqui faz curso de econometria ou matemática econômica e vende por 22,90 pra ficar rico? A demanda por esse tipo de conteúdo é baixíssima. Tem que ser muito alucinado pra acreditar em algo assim
Conteúdo muito técnico não consegue escala para alguém poder ficar rico assim como faz parecer o Primo Rico. Isso é enganação pura e simples. Vlw pelas dicas, mas tudo isso demanda muito tempo e investimento, sem falar que a produção de conteúdo (cursos) não é nosso trabalho principal, trabalhamos prestando serviços de análise socioeconômica.
Valeu pelas dicas, camarada. Pretendo no futuro fazer algo assim. A nossa discordância é a seguinte: o primo rico mente nas suas dicas para "ficar milionário em 2 anos", justamente pq conteúdo técnico não tem escala suficiente para isso. Trata-se de uma falsa solução. Eu não tenho nada contra quem vende cursos técnicos online, até pq eu mesmo faço isso. O problema é esse discurso falso de que todos podem ficar ricos com isso, o que qualquer aluno de economia que já estudou um pouco sobre economia industrial (apesar do nome, não trata apenas de indústria no sentido tradicional do termo) sabe que as coisas não funcionam assim.
MrDavi2751:
Ahh o Luiz faz parte do canal, no primeiro comentário deu a entender que não fazia.
Discordo com relação a demanda ser baixíssima.
Se uma determinada plataforma se especializa em ensinar Economia de uma maneira mais fácil de entender, com mais recursos, para auxiliar a compreensão de quem estuda em alguma universidade, o mercado que essa plataforma tem é: potencialmente, todos os estudantes de Economia do Brasil.
Seria baixíssimo se fosse um curso para se especializar em alguma "sub-sub-área" de Economia.
E aqui eu não chamo de "demanda" somente aqueles já estão em busca desta solução (a plataforma). "Demanda", nesse caso, entra todos os potenciais compradores de uma plataforma como essa.
Porque, entendendo a realidade destes alunos a plataforma pode atender a eles e 'criar' essa demanda.
Manja plataforma de estudos para Médicos e para estudantes de Medicina?
Antes de existir a primeira plataforma nesse sentido poderíamos dizer que não existia demanda (porque as pessoas nem sabiam que existia essa solução online e também nem sabiam que precisavam/que seria útil uma plataforma dessa)
A partir do momento em que se cria essa solução e ela é apresentada aos potenciais clientes, a plataforma começa a criar uma demanda.
Em outras palavras, não existe "demanda" de um produto que ainda nem existe. Mas isso não quer dizer que não existam pessoas que comprariam e se beneficiariam deste produto. Ou seja, ao conhecerem a existência do produto cria-se uma demanda.
Seguindo essa lógica, a demanda antecede o desejo de compra, pois o desejo/necessidade pode ser estimulado e, consequentemente, uma demanda irá surgir.
(eu sei que o termo "demanda", que eu uso aqui, está equivocado academicamente falando. Mas o ponto não é debater o termo.
O que quero explicar é: todos os potenciais compradores podem ser pensados como 'demanda', pois o desejo e necessidade podem ser fomentados nessas pessoas)
Então eu não contabilizo somente as pessoas que já pesquisam no Google, por exemplo "curso de Economia para estudantes de economia"
Eu contabilizo todos aqueles que podem se beneficiar de uma plataforma como essa.
E essa quantidade de pessoas é absurdamente gigante.
Felipe Borti (FB):
Camarada, com todo respeito, mas o maior problema dessa gente que trabalha com marketing digital é justamente não entender algumas noções de economia. Acham que o mundo funciona a partir da lei de Say, mas não é tão simples assim. Você sabe porque não existem várias plataformas ensinando conteúdo científico/técnico por aí? Pq não tem demanda e escala suficiente. Para você ter uma noção do que estamos lidando, veja a notícia que mostra que metade dos brasileiros vivem com pouco mais de 400 reais por mês [1] (em 2019, antes da crise). Na macroeconomia, dividimos demanda potencial e demanda efetiva, você deve olhar para a última com mais atenção. Cerca de 70% dos alunos de universidades públicas são de baixa renda [2], sem condições alguma de pagar uma plataforma de 100 reais por mês, por exemplo. Tudo isso com uma pesquisa básica no google, se fosse aprofundar, provavelmente veríamos muitos outros fortes entraves que mostrariam que grande parte do que você chama genericamente de "demanda" não é demanda efetiva. Tudo isso e ainda nem chegamos a falar sobre a concorrência com grandes oligopólios de ensino existentes.
[1] https://noticias.r7.com/economia/metade-dos-brasileiros-vive-com-apenas-r-413-por-mes-mostra-ibge-16102019
[2] https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/mais-de-70-dos-alunos-das-universidades-federais-sao-de-baixa-renda/
Pra você ter uma noção, eu literalmente pago para trabalhar dando aula online. Além de estudar, tenho 2 empregos, sem contar a produção/venda de cursos. E simplesmente o que esse canal gera, somado com a venda dos cursos, não é capaz sequer de pagar os livros que utilizo.
MrDavi2751:
Entendi, camarada.
No meu ponto de vista existe como escalar (ao ponto de ficar milionário) sim, basta entender qual público segmentar.
Citei estudantes de graduação que ainda não se formaram (isso já é uma grande porção)
Existe também os profissionais que já se formaram.
Existe também os "civis" que não entendem da sua área, mas poderiam se beneficiar.
Exemplo: o que o João de 22 anos poderia obter ao estudar Economia? Existe algo que pode beneficia-lo?
Um professor de educação física não precisa ensinar Educação Física para um civil. Ele pode ensinar:
"biomecânica para você que faz exercício físico em casa não se machucar" (público: todos que se exercitam em casa)
ou
"biomecânica para quem quer ter mais consciência corporal e ter mais rendimento na academia" (público: todos que fazem academia)
Percebe como eu peguei um conteúdo técnico e adequei às necessidades de um público?
E aí, dependendo desse público consigo trabalhar em cima do preço que posso cobrar.
Não estou afirmando que TODO MUNDO que tentar (conteúdo técnico) vai conseguir ficar milionário em 2 anos.
Mas a perspectiva que eu trago é:
- Alguns conseguirão ficar milionários, vendendo curso técnico em 2 anos.
- Muitos conseguirão ficar milionários em mais tempo
- Muitos conseguirão pelo menos viver extremamente bem.
Acho que bater no ponto "ficar milionário em dois anos" é prejudicial porque caímos numa discussão sem sentido. Algo como: se eu não conseguir comprovar, por A+B que TODO MUNDO vai conseguir ficar milionário em 2 anos seguindo essa estratégia, toda a estratégia é invalidada e dita como "não funciona".
"Mas não é todo mundo que vai conseguir"
Claro, mas isso é culpa do capitalismo como um todo e não da proposta/estratégia dos cursos em si.
Felipe Borti (FB):
Cara, isso é muita abstração. Não tem base empírica isso de que "muitos conseguirão ficar milionários em mais tempo". Quanto tempo? Quantos são "muitos"? Como vamos mensurar esse tipo de coisas? Como vamos analisar as condições materiais que cada um desses "muitos" tiveram? Todos possuem uma fonte de renda para se manter enquanto seus cursos não decolam? E os que não conseguiram, vamos mensurar também? Percebe? O negócio saiu de um "como ficar rico em 2 anos" para "como ficar rico em 2 anos tende conhecimento técnico", depois foi para um "alguns com conhecimento técnico vão ficar ricos em 2 anos" e termina com uma prevista futurística sem base material de que "muitos conseguirão ficar milionários em mais tempo".
Jeferson Santos:
Caraio que conversa phoda, parabéns gostei bastante do papo dos dois.
Paula Mendes:
Com o teor da conversa a gente vê o quão distante da realidade está o marketing digital. É de fato uma mística em torno da possibilidade da riqueza que gera esses discursos.
Discussão acerca das variações na velocidade de circulação da moeda, na oferta de moeda, no produto e no nível de preços.
Indivíduo A:
Se eu imprimir moeda, e a velocidade do meio circulante aumentar, é claro que a dinâmica de preços permanecerá a mesma.
Felipe Borti (FB):
Se a velocidade de circulação da moeda aumentar, juntamente com a oferta de moeda, a tendência é de aumento dos preços, por 2 motivos: I) desproporção entre setores produtores de insumos na economia e II) inelasticidade da produção em países com escassez de capital. A equação (que na verdade é apenas uma identidade macroeconômica) M * V = P * Y, sendo M = meios de pagamento, V = velocidade de circulação da moeda, P = nível geral de preços e Y = produto agregado real da economia. Alterando M e V, sendo Y inelástica, a tendência é de pressão inflacionária (que ocorre mesmo com certa capacidade ociosa, por conta da desproporção setorial)
Indivíduo A:
Impossível.
Se a oferta da moeda aumentar junto com a velocidade do meio circulante, evidentemente, o sistema permanecerá o mesmo de antes.
A retenção de um recurso de uma empresa, está alinhado com a velocidade do meio circulante, já que a velocidade do meio circulante é proporcional a totalidade dos bens físicos.
M.V = P.T
V/P = T/M
Felipe Borti (FB):
Não, amigo. Isso é básico na economia monetária. Vamos ao exemplo numérico
M = meios de pagamento;
V = velocidade de circulação da moeda;
P = nível geral de preços;
Y = produto agregado real.
M = 100
V = 4
Y = 40
P = 10
M * V = P * Y
100 * 4 = 40 * 10 = 400
Agora vamos dobrar os valores de V e M, ou seja, a velocidade de circulação da moeda e os meios de pagamento e substituir na equação V/P = Y/M.
M = 200
V = 8
Y = 40
P = 10
8/10 ≠ 40/200
Então é evidente que haverá alterações para voltar à identidade macroeconômica básica.
A:
Mas aí você colocou como se os aumentos fossem diferentes.
E você não disse isso.
Felipe Borti (FB):
Proporcionais
Dobrei a velocidade de circulação da moeda e dobrei também a oferta de dinheiro
Indivíduo A:
Mas aí tu tem que fazer o mesmo do outro lado, não ?
Não faz sentido dobrar em um lado só, numa igualdade.
Se é proporcional.
Felipe Borti (FB):
Não dobrei só de um lado, dobrei só as variáveis que estávamos discutindo (V e M) para ver que isso vai impactar as demais variáveis (P e Y) e que o sistema não pode permanecer igual, os preços não só mudam como TEM que mudar, principalmente quando consideramos Y inelástico
A:
Mas como a velocidade do meio circulante vai aumentar com o mesmo número de produtos em circulação ?
Isso não tem sentido lógico não.
Você tem que aumentar proporcionalmente dois lados.
Felipe Borti (FB):
A velocidade de circulação da moeda varia bastante inclusive (é inclusive a crítica que os pós-keynesianos fazem aos monetaristas), enquanto o produto real é mais inelástico devido ao fatores que citei: I) desproporção entre setores e II) escassez de capital
A:
Como que o produto real é menor e a velocidade do meio circulante é maior ?
Não consigo conceber fisicamente isso.
E=MC²
Não tem como você multiplicar a energia por 2 sem multiplicar o M por 2.
Usando um exemplo de proporcionalidade.
Estou falando namoral.
Na minha cabeça eu não consigo entender.
Parece que tu manipulou a conta sem levar em conta a proporcionalidade inerente das variáveis.
Felipe Borti (FB):
Em economias com altas taxas de inflação e com estagnação econômica isso ocorre sempre. A velocidade de circulação da moeda aumenta (pois as pessoas compram mais rápido para fugir da desvalorização da moeda), enquanto o produto, por conta da estagnação econômica, permanece inelástico (ou até diminui). A velocidade de circulação da moeda e o produto real são conceitos distintos e podem evoluir independentemente um do outro. O aumento da velocidade de circulação da moeda não implica necessariamente em uma mudança no produto real, mas sim na forma como o dinheiro é gasto e utilizado na economia.
Indivíduo A:
Então, como você vai ter uma troca de mercadoria sem moeda ?
Por que a velocidade do meio circulante necessariamente está ligado ao Quantum de mercadorias trocas.
Uma coisa é um produto fora de circulação, outra coisa é um produto em circulação.
Então, mas aí tu está negando a própria fórmula.
Pois aí no caso, V não seria proporcional ao T, como se apresenta na fórmula.
É uma questão de lógica formal.
Felipe Borti (FB):
É claro que está ligado, mas não proporcionalmente. De novo voltamos à equação: M * V = P * Y. O aumento de M e V requer um aumento no resultado da multiplicação de P por Y. Se Y não mudar, a identidade macroeconômica permanece viva (até pq é um identidade), basta que P aumente de modo a igualar M' * V' = P' * Y.
Indivíduo A:
Não cara.
Kkkkkkkk.
Matemática básica.
Felipe Borti (FB):
Isso é economia monetária básica, amigo...
Indivíduo A:
Amigo, tu pode falar o que tu quiser.
v e y são proporcionais.
Segundo essa conta
Você negar isso é negar a própria fórmula que está usando
V/P é igual a Y/M
v e y são proporcionais
V e M são inversamente proporcionais
Você nem poderia aumentar os dois ao mesmo tempo
Isso não faz sentido
Felipe Borti (FB):
M = meios de pagamento;
V = velocidade de circulação da moeda;
P = nível geral de preços;
Y = produto agregado real.
M = 100
V = 4
Y = 40
P = 10
M * V = P * Y
100 * 4 = 40 * 10 = 400 ou
Agora vamos dobrar os valores de V e M, ou seja, a velocidade de circulação da moeda e os meios de pagamento e substituir na equação V/P = Y/M.
M = 200
V = 8
Y = 40
P = 10
8/10 ≠ 40/200
Essa forma está errada pois eu segui o postulado de que “o sistema permaneceria sem alterações”, para mostrar que isso é falso e que a identidade macroeconômica não batia.
Forma correta, considerando Y inelástico (constante). Tem-se:
M = 200
V = 8
Y = 40
P’ = ?
8/10 = 40/P’
P = 50
Ou seja, o sistema não permanecerá como estava. Os preços passam de P = 10 para P’ = 50.
Eu dou aula da matemática, cara. Menos...
Indivíduo B:
Como V e Y são proporcionais? Estão em lados diferentes da equação
Indivíduo A:
1. INTRODUCTION
2. DESCRIPTION AND PROOF OF THE METHOD USED
2.1 The unproductive/productive distinction